Zaíra Caldas é pioneira, no Rio Grande do Norte, no manuseio do espaço da tela. Constrói formas com cascas de árvores que, depois de passarem pelo ácido nítrico, são mergulhadas no cal e coladas sobre as telas. Imagem sobre imagem. Imagem gerando imagem ao sabor do observador. Desenhista, pintora, gravadora, escultora, ceramista, tapeceira e poeta, a artista expressa, em suas obras, o movimento de seu espírito usando, para isso, diferentes linguagens. Sua trajetória evolutiva é um testemunho de independência cognitiva.
A sua notoriedade revela-se nos anos 60, quando realizou uma antropologia visual, pintando portões, fachadas e varandas das casas de Recife e Olinda. Mas foi nos anos 80 que a artista se singularizou, criando texturas com o material orgânico.
Possuidora de grande técnica, Zaíra constrói formas que lembram os manguezais, um dos estuários mais ricos em diversidade do planeta. O observador vê emergir figuras míticas e fantásticas. Para Câmara Cascudo, nos trabalhos de Zaíra, “a tonalidade é de matiz crepuscular, de penumbra serena, (...) numa coloração estranha, transparente, cor do tempo”.
A artista diz que seu trabalho nasce da escuta de sua interioridade. Meu trabalho é irreal, não trabalho com o abstrato. Toda rosa é irreal, é transfigurada.
Autodidata e pesquisadora incansável, suas buscas levam-na à escultura com acrílico, ao alumínio, ao bico de pena, ao cimento, a caixas de papelão de formas e tamanhos variados, a garrafas plásticas, ao acrílico etc. Seus painéis em alumínio e ferro estão em cidades como Fortaleza e Brasília, entre outras capitais.
A obra de Zaíra Caldas chama atenção por seus aspectos particulares, subjetiva e original em cada criação possibilitando às pessoas a descoberta diversa de inúmeros cenários artísticas. É dessa comunicação direta com o público- não por meio de signos e símbolos retirados da cultura de massa e do cotidiano, mas da natureza – que a artista constrói intuitivamente campos fantásticos que remetem, aí sim, a cultura de massa e ao cotidiano como forma contínua de evolução.
ZAÍRA CALDAS COMPÕE O ACERVO DA PINACOTECA DO ESTADO!
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O Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro abriu a exposição "Rubens e seu Ateliê de Gravura", reunindo 80 gravuras de um dos maiores expoentes do barroco europeu, Peter Paul Rubens (1577-1640). Segue até 19/10.
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Na última quinta-feira, 11, o artista potiguar Flávio Freitas participou da exposição de pintura "ARTISTAS BRASILEIROS 2008 - Novos Talentos" no Salão Negro do Senado Federal em Brasília.



