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26/10/2008

3ª edição do CORPOINSTALAÇÃO


Em sua 3ª edição, a CORPOINSTALAÇÃO, em São Paulo, no Sesc Pompéia, o projeto apresenta performers, artistas plásticos, bailarinos, coreógrafos e pesquisadores que desenvolvem trabalhos tendo o "corpo" como foco. Além das instalações e performances na Convivência, haverá espetáculos, oficinas, exibições de vídeo e seminário.


Programação completa aqui: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=4373

JÁ COMEÇOU E VAI ATÉ 09/11; terça a sábado, das 10h às 20h/ domingo, das 10h às 19h.

Evento aberto para o público em geral.


SESC Pompéiarua Clélia, 93 Pompéia - São Paulo - SP

telefone: 11 3871-7700

09/10/2008

MOSTRA SESC DE ARTES 2008... UM DIA VIRA UMA MOSTRA NACIONAL...

Em sua 12ª edição, a Mostra Sesc de Artes 2008 aberta a partir de ontem (8) até 18 de outubro nas diversas unidades do Sesc em São Paulo, tendo como mote a criação de "respiros poéticos" na rotina da cidade.
É uma boa idéia que podia ser extendida a todas as unidades do SESC NO BRASIL!

Em São Paulo, várias intervenções e performances acontecerão fora das unidades ou em espaços pouco convencionais, com o intuito de aproximar a arte do cotidiano de São Paulo. Dentre as quase 80 atrações da mostra, por exemplo, está o projeto "Literatura Celular", que enviará diariamente três microcontos para os celulares cadastrados no portal do Sesc. O serviço, que tem curadoria do escritor Marcelino Freire, é gratuito. Já em "Poema Passageiro", trabalhos de poetas escolhidos por Ricardo Silveira serão inseridos nas TVs instaladas em ônibus da capital.




Entre as instalações montadas para a Mostra, chamará atenção dos freqüentadores do Sesc Interlagos o gigantesco pato de borracha do holandês Florentijn Hofman, com 12 metros de altura. Em "Falling Times", um sistema criado por Michael Bielicky, Kamila B. Richter e Dirk Reinbold (Alemanha / República Tcheca) transformará notícias em ícones cadentes que serão projetados nas paredes do Sesc Paulista.



Entre as performances da Mostra deste ano, as curitibanas Mônica Infante e Laura Miranda apresentam Lago Amarelo, instalação/performance que cruza fronteiras entre as mais diferentes linguagens. Em um jogo de cores, o projeto utiliza 200 metros de tecido amarelo em uma reflexão sobre natureza e arte contemporânea. Por sua vez, a coreógrafa Cláudia Müller criou o projeto"Dança Contemporânea em Domicílio", que entregará a "coreografias delivery" a pedidos feitos pelo telefone (11) 3234-3083.



Já o inglês Luke Jerram traz para a Mostra o projeto "Play-Me, I'm Yours", que espalha pianos pela cidade para que sejam tocados pelo público, que também é convidado a registrar suas "intervenções" no site www.pianosderua.com.br.

A programação completa da Mostra e os endereços das unidades do Sesc em São Paulo podem ser encontrados no site oficial do evento:http://sescsp.uol.com.br/sesc/hotsites/mostrasesc08/index.cfm
ou no blog:
http://www.mostrasescdeartes.com.br/blog/

08/10/2008

CORPOCIDADE


Às vésperas do início das atividades do CORPOCIDADE, em Salvador/BA, chama atenção a publicação ( re[dobra] ) preparada com temas sobre os modos de subjetivação na cidade. O debate é uma proposta de encontro. Subjetividades e afetos. Pensamentos e ações. Corpo, cidade, culturas. Encantamento entre arte, arquitetura, dança, teatro, performances, cinema, academia e a rua. E ainda, manifestações possibilitadas: multiplicidades encarnadas da vida urbana.

"Aqui somos Plataforma de ação que ecoa nos diálogos estabelecidos nas entrevistas, nas conversas com autores, pesquisadores e artistas; que percorre as sessões temáticas propostas e trilha eixos de experimentações urbanas, ao mesmo tempo em que difunde idéias, hipóteses, pensamentos, eventos... e cidade."

49 - FERMENTAÇÕES VISUAIS - TRIBUNA DO NORTE - TODA TERÇA-FEIRA


Da construção de uma performance

coluna escrita por Shima, à convite de Sânzia Pinheiro, Jean Sartief e Afonso Martins


O artista paulistano Márcio Shimabukuro, conhecido como Shima, esteve em Natal/RN, em agosto, para uma apresentação de seu trabalho de performance a convite da Casa da Ribeira. O Fermentações Visuais aproveitou e pediu-lhe que apresentasse ao nosso leitor um texto sobre seu processo de construção das performances.Segue o texto de Shima:

"Uma performance? Falar sobre si mesmo talvez seja uma das tarefas mais difíceis, digo isso por experiência própria, por que não é fácil distanciar-me de mim mesmo e analisar-me de fora, mas desafio-me a falar dos processos e das forças que regem o meu trabalho. Como numa performance inédita, não sei o que isso provocará, mas sei, do ponto de vista da performance, que a ação conta mais que a intenção, e as conseqüências geradas poderão ser diversas.

Então, começo: O cotidiano sempre me interessou. A ação, repetitiva, estas que executamos entre o acordar e o dormir, atraem minha atenção. Gosto de observar o dia-a-dia, tanto os meu como o dos outros, os gestos e as ações, e percebo que existem padrões, moldados em pequenos rituais que nos regem de acordo com nosso estado presente, desenhando trajetórias e maneiras do fazer, que se transformam, sempre, sem que percebamos...


Rituais do cotidiano.Penso: somos quem somos por que fazemos o que fazemos? Ou fazemos o que fazemos por que somos quem somos? Por que não faço as coisas de forma diferente? Por que mesmo me condicionando a mudar, o garfo sempre traz comida à boca da mesma maneira, o banho lava meu corpo na mesma ordem, e a caneta realiza uma trajetória por minhas mãos a segurando sempre da mesma forma? Será que faço as coisas sempre da mesma forma?


Faço um recorte destes padrões e os coordeno, numa performance, num espaço público.


Me agrada saber que as obras que executo são efêmeras. Isto faz com que eu tenha que me reinventar toda vez que executo um trabalho, ainda que seja a mesma ação. Sei que este momento nunca se repetirá. Nas performances que realizo, o inusitado choca com a realidade das pessoas, e as desloco, por um breve momento, de seus cotidianos. Ao retomarem suas trajetórias, ao abrigarem o olhar para retornarem às suas vidas, estamos, todos nós, completamente contaminados. Por idéias, dúvidas, respostas, perguntas e questionamentos. E a memória, ainda que recriada, se concretiza para poder ser recontada, inventada para justificar a imagem que ficou gravada na mente. Jamais seremos os mesmos, eu e os outros, artista e público.


Ainda que agora tenha que me encaixar em 450 palavras ou no máximo 2790 caracteres (optei pela segunda), tenho a certeza de não ser mais o mesmo. Paro de analisar meu processo de trabalho, e aos poucos retorno a mim. Afinal, daqui, o que restará? Recomeço, reformulando novas perguntas, pensando em novas formas de reescrever e falar sobre mim mesmo. Agora, este exercício, durará para sempre."


Publicado em 07/10/2008